A dança do dragão

Eric Dragonheart | 25/05/2024

Por cem anos, o Dragão havia estado preso no lago, acorrentado por feitiços proferidos por magos temerosos de seu poder, mantido nas profundezas, longe do mundo que um dia conhecera. Mas, apesar de sua prisão, o Dragão sempre encontrou uma maneira de fazer sua presença conhecida. Sussurros e cantos reverberavam nas águas tranquilas e nos ventos noturnos, alcançando a mente sensível de Ana, que desde menina sentia a conexão inexplicável com aquele ser majestoso.

Ana sempre ouvira as histórias sobre o Dragão acorrentado, contadas com medo e reverência. Sabia que ele era considerado uma ameaça, uma entidade poderosa demais para ser deixada à solta. Mas, enquanto todos o temiam, ela era atraída por esses murmúrios. Toda noite, quando o vento sussurrava, Ana ouvia sua voz, suave e sedutora, chamando-a para o lago. E, embora nunca tivesse visto a criatura, sentia que o conhecia de uma forma profunda e íntima.

Durante os anos em que crescia, a garota aprendia o ritual da “A dança do dragão”, que selou o Dragão ao lago antigamente, mas a pequena humana tinha seus próprios planos para quando o inevitável chegasse. Ao completar a idade adulta, foi escolhida pelos anciãos para realizar o ritual, esse que destruiria o Dragão de uma vez por todas. Deveria ser a sacerdotisa a selar o fim daquela ameaça eterna.

Ana se aproximava do lago, sentindo a terra sob seus pés descalços. Sua pele morena reluzia à luz do crepúsculo, e o vestido branco moldava suas curvas de forma provocante.

O lago refletia a última luz do dia, e Ana sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao avistar as primeiras ondas formarem-se na superfície tranquila da água. Um suspiro escapou de seus lábios, uma mistura de temor e excitação.

Quando a cabeça serpenteante emergiu da água, seguida pelo corpo alongado e coberto de escamas brancas e brilhantes, Ana se ajoelhou em reverência. O Dragão a estudava com olhos luminosos, seu olhar carregado de curiosidade.

Diante daquele ser, algo dentro dela mudou. Não era ódio ou medo que preenchia seu coração, mas uma compaixão profunda que ela mal conseguia explicar. Em vez de seguir as ordens, Ana decidiu libertá-lo, permitindo que sua dança quebrasse as correntes que o aprisionavam.

Com movimentos fluidos e cheios de propósito, Ana começou sua dança, não a dança do dragão, mas uma nova versão, estudada e preparada para esse momento. Invocando chamas de seus pés, ela dançou. Cada passo e cada gesto era uma súplica silenciosa, pedindo ao mundo que liberasse o Dragão de suas amarras. As correntes que envolviam o lago começaram a queimar, e então, uma a uma, se desfizeram, dissolvendo-se no ar como poeira ao vento.

O Dragão afundou e emergiu das profundezas, sua forma colossal e majestosa finalmente livre após um século de confinamento. Seus olhos brilhavam com uma mistura de alívio e desejo enquanto ele observava Ana, sua libertadora, com uma gratidão silenciosa.

Desceu ao lago e se ergueu da água, assumindo uma forma humana. O corpo que se materializou diante dela era de um homem alto, de músculos definidos e pele claríssima. Seu cabelo longo e prateado caía até os ombros, e seus olhos continuavam a brilhar com aquela luz ancestral.

 

— O que você quer de mim? – Ana sussurrou.

 

Ana sentiu o calor aumentar em seu ventre enquanto o Dragão se aproximava, o desejo crescendo dentro dela como uma chama indomável. Ele não precisava de palavras; seus gestos eram o suficiente para comunicar suas intenções. Com um toque suave, ele desfez o laço que mantinha o vestido de Ana preso ao corpo. O tecido deslizou por sua pele, revelando sua nudez ao ar fresco da noite.

O Dragão a olhou de cima a baixo, e Ana sentiu seus mamilos endurecerem sob aquele olhar intenso. Sem perder tempo, ela se aproximou dele, sentindo a textura da pele em suas mãos. O corpo do Dragão estava quente ao toque, e ela notou a rigidez de sua ereção pressionando contra sua barriga.

Ana deslizou as mãos pelo peito dele, sentindo os músculos se contraírem sob seus dedos. Quando ela chegou à base de seu pênis, uma sensação de poder tomou conta dela. Ela acariciou-o suavemente, sentindo o calor pulsante e a resposta imediata do corpo dele. Em um movimento ágil, ela se abaixou, tomando o membro dele em sua boca, explorando-o com a língua e os lábios.

O Dragão soltou um som gutural, jogando a cabeça para trás enquanto Ana aumentava o ritmo, sentindo o desejo arder entre suas pernas. Ela o provocou com movimentos suaves e firmes, sentindo-o pulsar em sua boca. Os gemidos graves que saíam de sua garganta eram um sinal claro de que ele estava se perdendo naquele momento.

Ela o levou ao limite, seus próprios gemidos abafados ecoando pelo ar da noite. Quando percebeu que ele estava à beira de gozar, ela diminuiu o ritmo, deixando-o ansiar por mais.

Erguendo-se lentamente, Ana olhou nos olhos do Dragão. A intensidade daquele olhar a fez tremer, e ela soube que ele desejava tomá-la por completo. Sem dizer uma palavra, ele a levantou com facilidade, posicionando-a sobre seu membro. Ana sentiu o calor de seu pau escorregar entre seus lábios, enchendo-a completamente.

 

— Ah… tão grande… – Ana gemeu, enquanto ele começava a se mover empurrando contra ela com força e precisão.

 

A conexão entre eles era intensa, e Ana se agarrou aos ombros dele, sentindo o prazer aumentar a cada estocada.

Ele a segurava com firmeza, guiando os movimentos dela enquanto a penetrava profundamente. Cada vez que ele a preenchia, Ana soltava um gemido de prazer, sentindo as ondas de excitação tomarem conta de seu corpo. Ela cavalgava-o com fervor, sentindo o pau dele pulsar dentro dela, como se estivesse destinado a possuí-la.

 

— Mais rápido… Não pare! – Ana implorou, sua voz entrecortada por suspiros.

 

O Dragão aumentou o ritmo, estocando-a com mais força. Ana sentiu o clímax se aproximar, seu corpo respondendo ao dele em uma sinfonia perfeita de desejo e prazer.

O Dragão a deitou na grama macia, seus movimentos se tornando mais intensos. Ele segurou suas coxas, abrindo-a ainda mais, e começou a fode-la com vigor. O corpo de Ana arqueou-se sob ele, suas mãos cravando-se na terra enquanto ela gritava de prazer.

 

— Ah!! – Ana exclamou, sentindo o calor subir por todo o seu corpo.

 

Em um último movimento, ela sentiu explodir dentro de si, seu corpo se contraindo em volta do Dragão, que a acompanhou…

Na manhã seguinte, quando o sol nasceu, ouviram passos se aproximando e Ana estremeceu ao perceber que eram os anciões; se descobrissem o que havia feito, seria queimada viva, mas em uma tentativa de protege-la, o Dragão a agarrou e se jogou ao lago a conduzindo até uma caverna escondida nas profundezas, local onde permanecera por um século.

 

— Onde ela está? – Perguntou um dos anciões.

— As correntes foram destruídas – Exclamou outro — ela conseguiu?

— Se conseguiu, onde está?

Na caverna, Ana estava temerosa e vendo sua preocupação, o Dragão assumiu uma forma feminina, suas curvas delicadas e pele macia contrastando com a força que emanava. Ana a encarou com fascinação.

 

— Como? – A Dragonesa apenas deu de ombros. — Nunca tinha ouvido falar que você podia mudar de forma. e… hum – meio sem jeito disse — Você é linda… – Ana sussurrou, a Dragonesa soltou uma risadinha baixinha, o que fez Ana questionar muitas das historias que ouvira quando pequena, aquele ser diante dela, era mesmo uma “monstruosidade”? Mas antes que Ana pudesse se perder em mais pensamentos, a Dragonesa a puxou para um beijo profundo.

 

Os lábios da Dragonesa eram suaves, e apesar de saber que haviam pessoas a procurando metros acima no lago, Ana conseguiu expulsar seus temores e explorou cada parte do corpo de sua amante com uma paixão renovada. Ela descobriu seios fartos, uma cintura fina e a uma buceta úmida que a aguardava.

Ana desceu pelo corpo da Dragonesa, usando os dedos para abrir os lábios molhados e explorar o interior dela com a língua. Sentiu a resposta imediata, sua companheira arqueando as costas e soltando gemidos baixos enquanto Ana a devorava com fervor. A sensação de poder era embriagante, e Ana a trouxe ao clímax mais uma vez, sentindo o gosto doce de sua excitação.

Nos dois dias seguintes, Ana e o Dragão continuaram a explorar seus corpos e desejos, criando uma conexão que ia além do físico. Elas se amaram na caverna com cada encontro mais intenso que o anterior.

Na manhã do terceiro dia, Ana acordou com a luz suave do sol penetrando pelas pequenas fissuras da caverna, o que mal a iluminava. O Dragão, em sua forma feminina, estava ao seu lado, observando-a com um sorriso sereno.

 

— Bom dia – Ana disse.

 

A Dragonesa, estendeu a mão para Ana, convidando-a a sair da caverna e se juntar a ela à beira do lago.

Elas nadaram juntas até a margem do lago, onde tudo havia começado. A água estava calma, refletindo o céu azul acima, o ar estava impregnado de uma sensação de renovação e o melhor, não havia ninguém, Ana sentia que algo importante estava prestes a acontecer.

A Dragonesa se voltou para ela, seus olhos, cheios de sabedoria e mistério, encararam os de Ana com uma intensidade que fez seu coração bater mais rápido. Com um gesto suave, a Dragonesa colocou uma mão sobre o peito de Ana, exatamente onde seu coração pulsava. Um calor suave começou a emanar do toque, espalhando-se por todo o corpo de Ana.

 

— Você… está me oferecendo algo? – Ana perguntou, incerta, enquanto seus olhos encontravam os da Dragonesa.

 

Ela acenou com a cabeça, uma expressão de serenidade em seu rosto. Ana compreendeu, naquele momento, o que ela estava oferecendo. A chance de se tornar como ela, de transcender a humanidade e se transformar em um ser de poder e liberdade.

Por um momento, Ana hesitou. Pensou em sua vida, em tudo que conhecia. A decisão não era fácil, mas o desejo de viver algo além do que qualquer humano poderia sonhar, pesava mais. Ela queria mais. Queria ser parte dele, parte de algo maior.

 

— Eu aceito – Ana disse, sua voz firme e cheia de determinação.

 

O calor que havia começado em seu peito agora se espalhava por cada célula do corpo. Ela sentiu suas feições se suavizarem, seu corpo moldar-se em algo mais forte e delicado ao mesmo tempo. Sua pele tornou-se ainda mais clara, brilhando com uma luminosidade interna, e seus olhos assumiram o brilho místico que ela havia sempre admirado no Dragão.

A sensação era avassaladora. Ana sentia-se poderosa, mas também conectada ao mundo de uma maneira completamente nova. Era como se pudesse sentir a pulsação da terra sob seus pés, ouvir o sussurro do vento, compreender as vozes antigas da natureza. Quando o processo terminou, Ana olhou para seu reflexo no lago. Era ela, mas ao mesmo tempo, não era. Seu corpo havia se tornado mais forte, mais elegante, e seus olhos agora refletiam íris de Dragão. Ela sorriu, um sorriso de pura satisfação, e então se virou para ele.

O Dragão, agora em sua forma masculina, se aproximou de Ana e, com um gesto suave, acariciou seu rosto. O amor e a admiração em seus olhos eram inegáveis, e Ana soube que havia feito a escolha certa.

Sem uma palavra, ele a puxou para si, e juntos, compartilharam um momento de puro êxtase, onde não havia mais barreiras entre eles. Seus corpos se moveram em perfeita harmonia, como se fossem um só. O Dragão, agora ciente da nova forma de Ana, explorou cada centímetro de seu corpo transformado, e ela fez o mesmo, com um fervor renovado.

Eles se amaram com uma intensidade que transcendeu o físico. Ana sentia o poder fluindo entre eles, uma conexão profunda que unia suas almas. Cada toque, cada beijo, era uma promessa de eternidade. O prazer que sentiam era algo além do que qualquer humano poderia experimentar, algo que somente criaturas como eles, agora iguais, poderiam compreender. Quando o prazer veio, foi como uma explosão de luz e energia. Ana sentiu seu corpo vibrar com uma intensidade arrebatadora, enquanto o Dragão a segurava firme, compartilhando aquele momento único. Eles se tornaram um só, unidos pelo poder e pelo amor.

Após o êxtase, eles se deitaram lado a lado, ofegantes, suas respirações sincronizadas. O silêncio que se seguiu era reconfortante, cheio de promessas não ditas. Ana olhou para o Dragão, seu companheiro, e sentiu uma paz interior que nunca havia conhecido antes.

 

— Agora, somos iguais – ela disse suavemente, passando a mão pelo peito dele, que mudou novamente para sua forma feminina, exalando uma beleza sobre-humana, Ana podia sentir o coração que batia forte sob sua pele.

 

Ela apenas sorriu, seus olhos refletindo a compreensão e o amor que agora compartilhavam.

A noite os envolveu, e enquanto as estrelas brilhavam acima deles, Ana sentiu que finalmente havia encontrado seu lugar. Com o Dragão ao seu lado, ela não temia o futuro. Ela o encarou uma última vez antes de fechar os olhos, pronta para o que quer que viesse a seguir.

Eles permaneceram juntos, não apenas como amantes, mas como parceiros, unidos por um amor precoce que era tão vasto quanto o próprio universo. A Dança do Dragão havia os transformado, não apenas em corpo, mas em alma, e agora, nada poderia separá-los.

Juntos, eles se ergueram e, com um último olhar para o lago, alçaram voo com suas asas cortando o ar com facilidade… Bom, Ana precisou de umas aulas posteriormente, mas juntos, eles desapareceram no horizonte, prontos para enfrentar qualquer desafio que o futuro pudesse lhes reservar, e certos de que, juntos, nada poderia separá-los.

Copyright © 2024 Eric Sobral . Eric Dragonheart | Todos os direitos reservados.

Você não pode copiar conteúdo desta página